#Entrevista com Deryck para o site Music Express:

Tem sido um turbilhão estes últimos anos para Deryck Whibley e seus companheiros da banda Canadense de Rock Alternativo, Sum 41. O quarteto esteve em turnê por mais de dois anos, após o lançamento do seu álbum de estúdio “Screaming Bloody Murder” em 2011. Foi uma viagem que viu eles cruzarem o globo muitas vezes e que termina com um passeio pelo Canadá durante Março e Abril. 

Quando a banda sair da estrada não haverá descanso para eles, eles irão fazer um novo álbum que Whibley espera ser lançado ainda em 2013. 

“Dá a sensação de que nós estivemos em turnê por quase três anos seguidos, se você considerar que estivemos em turnê um pouco antes do último álbum ser lançado. Tem sido uma longa caminhada, mas tem sido maravilhoso” disse Whibley de sua casa na Califórnia, onde estava de folga antes de cair na estrada de novo.

 Ele disse que parte do desafio de uma turnê tão prolongada é decidir o Set List noite após noite. Com material de seis álbuns pra escolher, uma infinidade de canções de sucesso e músicas populares, não é uma tarefa tão fácil.

 “Nós tentamos colocar alguma coisa de cada disco no show. A gente pode tocar três ou quatro músicas de cada disco, e isso vai dar em média 25 músicas por noite. Então é uma mistura de tudo. Nos últimos seis ou oito meses, nós fomos na verdade apresentando material que a gente nunca tocou ao vivo antes. Quando você lança um disco novo, você não pode tocar todas suas músicas ao vivo. Então algumas músicas nunca são tocadas. Estávamos tirando músicas de discos de 10 ou 12 anos atrás que nunca foram tocadas desde que gravamos elas” disse Whibley.

 Ao longo da carreira repleta de estrelas da banda (que começou como uma humilde aventura entre amigos adolescentes em Ajax, Ontário, em meados da década de 1990 e cresceu até alcançar 20 milhões de álbuns vendidos e dois “Juno Awards” conquistados), Whibley foi o compositor primário do grupo. Para cada álbum, ele descobre que há maneiras diferentes compor, inclusive para este novo álbum. 

“É drasticamente diferente de álbum para álbum. No passado, eu escreveria as músicas na estrada, agora há momentos que não; temos feito tantas turnês que simplesmente não há tempo; e a maioria das turnês foi fora da América do Norte. Quando estávamos fazendo turnês no Canadá e nos Estados Unidos usávamos ônibus; então eu podia levar um pequeno estúdio no fundo do ônibus. A maior parte das turnês nos últimos anos tem sido feita usando aviões. Portanto, não há maneira de trazer junto o equipamento de que preciso”, disse ele. 

“É estranho, porque é muito diferente a cada vez. A maneira que eu costumava compor no começo era tratar como trabalho. Eu sentaria e tentaria escrever todos os dias durante horas. Mas eu aprendi que a criatividade vem meio que sem o seu controle. Mesmo que se você se forçar a sentar todos os dias e tentar, nem sempre você vai conseguir material. Então, eu estava me torturando. Eu percebi quando parei de fazer isso e só escrevia quando eu estava inspirado e sentindo criativo, e consegui a mesma quantidade de canções. Eu poderia me sentar durante oito horas por dia durante duas semanas seguidas e poderia conseguir um “pequeno pedaço”. Então eu percebi, que se eu saísse e tivesse um bom jantar, andasse na praia, fosse em festas, feito “isso e aquilo”, ainda assim conseguiria aquele mesmo “pequeno pedaço” nas mesmas duas semanas. Eu gostei das músicas, que vieram melhores desse jeito. Tudo estava vindo mais fácil por mais que eu simplesmente vivesse a minha vida. É mais inspirador. Vem mais organicamente. As partes musicais eram boas também, mas eu descobri que as palavras, as letras das músicas estavam melhores. Eu descobri que eu tinha mais a dizer, porque eu estava lá fora vivendo a vida.”

E o tom do próximo álbum vai ser algo que os fãs de longa data vão ficar interessados em ver. 

Sum 41, que também dispõe de Tom Thacker, Jason McCaslin e Steve Jocz, nunca foi fácil de definir, genre-wise, mas é visto como punk, pop, pop/punk, melodic hardcore, alternative metal e simplesmente alternative.

 Whibley nunca afirmou ser qualquer uma dessas coisas, e não parece se importar como sua banda ou sua música é categorizada. 

“Eu não me considero punk, e eu realmente nunca liguei se fomos chamados de punk ou não. Eu simplesmente não ligo pro que os outros pensam, então eu acho que essa mentalidade me faz “punk”. Pra mim, punk rock é fazer a porra que você quiser, e isso é tudo que eu tenho feito”, ele disse enquanto abordava seu novo álbum.

 “Eu não vim com uma direção ainda. Está fundo da minha mente. Eu tenho algumas coisas, alguns de riffs de guitarra que eu venho trabalhando, mas não músicas completas. Eu acho que vai ser uma evolução do último álbum. Eu gostaria de mantê-lo mais pesado e mais escuro como aquele, mas eu também gostaria de fazer alguma coisa maior e diferente, adicionar alguns novos instrumentos. Eu não sei exatamente o que, mas eu quero mudar algumas coisas.” 

Curiosamente, no início da carreira da banda, Sum 41 não estava tão interessado no processo de gravação, preferindo tocar ao vivo – como muitas vezes, e o mais alto que pudessem. Essa energia e paixão pela performance fez a banda popular por suas atuações ao redor do mundo. 

“É engraçado, desde o início, quando tínhamos 15 anos de idade, tudo girava em torno de tocar ao vivo. Nós sempre odiamos o estúdio, não gostávamos de escrever, não gostávamos de nada, mas sabíamos que tínhamos que fazer para chegar ao palco”, Whibley acrescentando que a banda tornou-se mais confortável no estúdio, e ele tornou-se uma espécie de assistente no estúdio, produzindo, ou co-produzindo a maior parte das músicas da banda.

E outro fato interessante é que, para uma banda com músicas que tem letras provocativas do tipo “Fat Lip”, “In Too Deep”, “We’re All to Blame”, “Pieces” e “Screaming Bloody Murder”, Whibley luta para escrever as letras de suas músicas.

 “Eu sempre odiei escrever. Embora ficou muito mais fácil agora que eu sou mais velho já fiz bastante, mas nos primeiros dias compor era muito mais difícil, e pra mim é sempre a última parte do processo de compor uma música.”

 Sum 41 cai na estrada com Billy Talent à partir de 14 de Março em Hastings Park, British Columbia, viajando pelo oeste e em Ontário para compromissos em Londres, Toronto, Kitchener, Sudbury, Kingston e Ottawa antes de terminar o passeio em Halifax no dia 16 de Abril.

 

Tradução por: Daniel Costa.

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