Review do show do Sum 41 em Buenos Aires, Argentina, 13/12/2015

Graças ao skumfuker brasileiro Uilian Rocha, podemos ler o review que ele fez do show na Argentina, confira:

Sum 41 em Buenos Aires, Argentina, 13/12/2015

Cheguei em Buenos Aires na sexta-feira de manhã, havia pegado um vôo direto de Porto Alegre e queria aproveitar para conhecer a capital da Argentina antes do tão esperado show. Haviam muitos fãs que haviam viajado do interior da Argentina até a capital para ver o Sum 41, afinal, esse seria o primeiro show deles por lá.

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No domingo, 13/12/2015, depois do meio-dia, fui dar uma volta na frente do Obelisco, pensando que talvez os caras da banda pudessem aparecer por lá quando chegassem, mas logo voltei para o hotel porque já eram 16h e o local do show estava previsto para abrir às 19h.

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Quando cheguei no Groove no dia do show, a fila já ia do Groove até a esquina da Avenida Santa Fé com a Plaza Itália, mas um amigo meu de Córdoba já estava na fila e guardou lugar para mim. Eram por volta de 20:40 quando finalmente abriram as portas do Groove e começamos a entrar, eu nem estava acreditando que finalmente iria ver o Sum 41 de perto, depois de exatos 12 anos de espera. Consegui ficar bem na frente, o local encheu bem rápido, tinha capacidade para cerca de 1700 pessoas e esgotaram-se os ingressos uma semana antes do show, acredito que se fosse em um lugar maior, teria lotado também porque muitas pessoas ficaram sem ingresso.

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Já eram 21:30 e todo mundo já estava gritando “Sum 41, Sum 41’’ bem alto, quando as cortinas se abriram, para a banda de abertura. A partir das 22h tocou algumas músicas nas caixas de som e de repente eu olho para o lado direito e vejo o Cone, o Deryck, Tom, Dave Brownsound e Frank descendo as escadas que davam acesso ao palco. Eles passaram bem rápido e todo mundo começou a gritar mais alto ainda ‘Sum 41, Sum 41”.

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Eram 22:50 no horário da Argentina e a introdução do All Killer No Filler, ‘’Introduction to Destruction’’ se fez ouvir em todo o Groove. Eu realmente me arrepiei muito nesse momento, era impossível não se arrepiar ao ouvir aquela voz dizendo ‘’ The dark armies then will come when the Sum is 41’’ e prestes a ver o Sum 41 entrar no palco. A partir daí foi épico. Começou a tocar TNT do AC-DC nas caixas de som e as cortinas se abriram, o que queria dizer que o Sum 41 já estava entrando no palco.

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Reason to Believe foi a primeira música, a música que abre o disco Screaming Bloody Murder, foi cantada bem alto com os fãs balançando os braços de um lado para o outro no final cantando “well, I have the fears, the pain and the tears I just can’t hide, it all disappears ‘cause everything passes with the time, all you need is reason to believe’’. Lindo demais.
Depois Motivation foi tocada para levar os fãs ao delírio, fazendo roda punk. A guitarra do Dave falhou nesse momento e ele teve que sair rápido atrás de uma nova guitarra, mas não teve problema porque o Tom Thacker assumiu muito bem. Um detalhe que eu achei positivo: nesse show, Tom estava tocando ao lado de Cone McCaslin, e não lá atrás como parecia ser nos ensaios.

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Over My Head (Better of Dead) veio para colocar a casa abaixo, depois The Hell Song fez os fãs enlouquecerem de vez. Não tinha como escapar de ser empurrado de um lado para o outro, mas não tinha como não se emocionar ao ver eles tocando essa música. Era o melhor lugar do mundo naquele momento, significava muito para os fãs e significava muito para a banda também.

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Então, uma das minhas partes preferidas em todo o show, quando Deryck disse ‘’agora nós vamos tocar a primeira música que nós lançamos, essa música é dedicada para todos os old school fãs de Sum 41’’. Foi quando eu gritei bem alto ‘Makes no Difference’’ e em seguida o Dave começou os primeiros acordes da música. Não tenho como descrever o que foi aquele momento. Não tem como descrever o sentimento de estar lá em um show do Sum 41. Skumfuk, With Me e We’re all to Blame vieram na sequência, com Deryck Whibley pedindo para todo mundo gritar ‘’sacrifice’’ bem alto, uma das partes de We’re all to Blame. Walking Disaster foi cantada bem alto e acho que foi uma das melhores partes do show.

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Eu não via ninguém parado lá dentro. Confesso que me surpreendi muito com os fãs argentinos, que pareciam não cansar em nenhum momento, a cada música que começava, os fãs gritavam ‘’ôôôôô ô ô’’ no ritmo da música. Ainda tocaram canções do Screaming Bloody Murder e depois Welcome to Hell, com Deryck dizendo no final da música ‘’se nós todos formos para o inferno essa noite, nós iremos para o inferno escutando Metallica. Tocaram um cover de Enter Sandman e depois Still Waiting, que foi cantada por cada um que estava lá, quase não dava para ouvir a voz do Deryck nesse momento.

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In too Deep foi uma festa, não consigo pensar em outra palavra para descrever aquele momento. Parecia algum show da turnê do ‘All Killer No Filler’. Eles saíram do palco por um momento e então Deryck voltou, ensaiou alguns acordes de ‘Seven Nation Army’ que foi seguida pelo coro ‘’ôôôô ô ô ô ô’’ dos fãs e então Pieces fez com que os fãs que lá estavam fossem os backing vocals do Sum 41. Eu já estava sem voz, mas por mim teria ficado lá por mais 3 horas. Fiquei esperando que tocassem um cover do The Operation MD, com o Cone cantando, mas não tocaram. Depois foi a vez de No Reason do álbum ‘’Chuck’’ e para encerrar aquela noite épica, Fat Lip. Foi inexplicável.

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O show durou em torno de 1 hora e 30 minutos. O primeiro show na Argentina, o segundo show oficial com Dave Brownsound de volta à banda e o terceiro show deles na América do Sul.

Por: @uilianrocha

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Set list em Buenos Aires:
1 – Introduction to Destruction
2 – TNT (AC-DC)
3- Reason to Believe
4 – Motivation
5 – Over My Head
6 – The Hell Song
7 – Makes no Difference
8 – Skumfuk
9 – With Me
10 – We’re all to Blame
11 – Walking Disaster
12 – Underclass Hero
13 – Screaming Bloody Murder
14 – Sick of Everyone
15 – Welcome to Hell
16 – Enter Sandman (Metallica Cover)
17 – Still Waiting
18 – In too Deep
19 – Pieces
20 – No Reason
21 – Fat Lip

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