FUSE TV entrevista Deryck

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O site FUSE TV entrevistou o Deryck sobre o novo álbum e sua recuperação e você pode conferir a tradução da entrevista aqui:

FUSE: Você está trabalhando em um novo álbum. Como anda?

Estamos dando os últimos retoques. Ele está quase pronto. Já faz um ano desde que começamos a trabalhar nele. Houve alguns meses fora, porque tivemos que fazer shows, algumas coisas aqui e ali. Se eu tivesse que somar tudo isso, já se passou oito meses ao longo do ano passado.

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FUSE: Você financiou o álbum através do Pledgemusic. O que fez você decidir ir por esse caminho?

Havia duas razões. Uma delas é a liberdade de não ter nenhuma gravadora, ninguém dizendo o que eles acham que você deve fazer, porque nós tivemos essa experiência e não foi muito boa. Segundo, é uma maneira para os fãs estar envolvido com todo o processo desde o início. Quando eu ouvi pela primeira vez sobre este tipo de coisa eu pensei que era uma nova forma interessante, para que os fãs se envolverem. Eu teria gostado de fazer isso quando eu era mais jovem. É muito legal.

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FUSE: Parece um movimento realmente democrático. Realmente existe uma liberdade em fazer isso?

A diferença é que você não precisa discutir com muitas pessoas. No nosso último disco, estar em uma grande gravadora numa época em que a maioria das músicas produzidas eram do gênero pop, significou que tivemos que discutir com pessoas sobre o porquê delas acharem que deveríamos fazer um disco pop, arruinando nossa carreira, tentando nos convencer a produzir algo do tipo, quando, na realidade, queríamos fazer um álbum de rock.

Eu precisei dizer ‘Não, errado, eu vou fazer isso de qualquer jeito’. E eles disseram ‘Tudo bem, pode fazer, mas nós não iremos investir nosso dinheiro nisso’ e eu disse ‘Ok’. É esse tipo de merda. Essa foi nossa última experiência. Quando o disco ficou pronto – e eu adorei aquele disco – não tivemos divulgação por parte da gravadora porque era um álbum de rock. Então nós dissemos ‘Será que vocês poderiam nos deixar ir embora agora?’ Saímos da gravadora e estamos nessa posição atualmente, o que é ótimo.

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FUSE: Isso deve ter sido frustrante, só te deu mais fome para fazer sua própria coisa.

Definitivamente, e nós fizemos. Tocamos shows maiores e visitamos mais lugares do que já fomos em uma carreira inteira, mas a experiência da gravadora foi uma merda, mais do que nunca. Mas eu entendo porque é um momento de música pop e eu não quero agradar a esse estilo de música. Não é o que somos. Eu não posso ficar atrás disso.

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FUSE: Você sente a responsabilidade com a música rock em geral, para obter esse tipo de coisa lá fora? É que parece que há uma certa energia nos dias de hoje. Há bandas mais jovens que estão perguntando: “Onde estão todas as guitarras?”

Eu só posso ir como me sinto. Eu não escuto rádio, mesmo se tocasse a maioria rock, eu não escuto coisas novas intencionalmente. Eu meio que fico no meu próprio mundo do que sei e gosto. Eu realmente não queria ser influenciado por qualquer outra coisa. Eu escuto Tom Petty, Elvis Costello, Aerosmith, Stones, esse é o meu gosto, e se é isso que está me influenciando, então ótimo. Se eu ouvir algo novo, não hávera guitarras neles. As pessoas vão chamar uma certa banda de rock, mas eu vou estar como: “Onde estão as guitarras?” E as pessoas vão dizer “Não é uma guitarra, é um teclado que soa como uma guitarra” mas eu não sei se é uma banda de rock.

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FUSE: Se não há guitarras, bateria e baixo, é uma banda de rock?

As vezes é uma banda de rock que agora se tornou pop. Eles dizem: “Eles são uma banda de rock” Bem, eles costumavam ter guitarras há 10 anos atrás, mas eu não escuto elas.

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FUSE: Fomos para o seu show de retorno no Alternative Press Music Awards no ano passado com Darryl “DMC McDaniels”. Havia uma razão especial que você escolheu esse evento para se reunir?

Nós sempre gostamos da AP. Eles foram os primeiros a publicar na capa na América. Nosso relacionamento vai muito longe disse. Esta oportunidade surgiu e nós pensamos que este seria um ótimo lugar para levar Dave de volta a banda e trazer o DMC com a gente, nos divertimos demais com ele.

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FUSE: A colaboração com o DMC foi realmente ótimo e inesperado. Como isso aconteceu?

Nós já cruzamos os nossos caminhos antes e já nos conhecemos uma ou duas vezes no passado. Foi uma idéia que tivemos. Entramos em contato, só que ficamos esperando o retorno dele por um tempo. Demorou para o convite chegar até ele e, em seguida, ele também demorou pra responder que estava interessado por isso, a resposta veio mais perto do show. Nos falamos por telefone alguns meses antes, falamos sobre o que poderíamos fazer e aconteceu. Nós não ensaiamos para isso, só meio que conversamos, e fizemos o show juntos. DMC não está no novo álbum, mas nós conversamos sobre fazer uma música com ele. Eu não sei quando isso vai acontecer, mas espero que muito em breve.

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FUSE: Já se passaram cinco anos desde seu último álbum, Screaming Bloody Murder. O que fez você decidir voltar ao ringue, agora?

É só o que fazemos. Lançamos albuns e saímos em turnê. Eu passei por tudo o que passei, eu saí do hospital e a primeira coisa que eu queria fazer era música. Como eu estava me recuperando fora do hospital eu escrevi canções e isso me deu uma razão para ficar melhor, mais rápido. Se eu não tivesse um álbum para fazer ou uma tour para ir, eu não teria me recuperado tão rápido.

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FUSE: Você disse que a sua experiência de recuperação deu-lhe algo para dizer. Este álbum será bastante sincero?

Eu iria mais longe a ponto de dizer que é um álbum conceitual sobre toda a minha experiência. Do começo ao fim eu diria que ele é colocado em ordem cronológica, eu não tinha a intenção de fazer isso em primeiro lugar. Eu só comecei a escrever e ele saiu. À medida que crescia, percebi o que era. No início, eu não queria fazer isso. Quando você está escrevendo coisas pessoais, sobre si mesmo, isso pode acabar sendo como um diário. Como isso começou a acontecer eu tentei encontrar maneiras de ele soasse mais do que histórias no diário.

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FUSE: Isso faz com que você se sinta mais universal. Você acha que este álbum vai ser educativo? Eu tenho certeza que as pessoas compartilharam suas histórias de alcoolismo com você no passado. Isso provavelmente irá continuar no futuro.

Nesses termos eu não tenho ideia. O que quer que eu passei, eu só estou falando sobre isso. Se isso faz sentido para outras pessoas, então ótimo, mas eu não sei.

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FUSE: Vamos esperar para ver como vai ser. As canções do Sum 41 sempre tiveram essa coisa catártica sobre elas – tipo uma cura.

As pessoas têm dito isso para mim. As canções que eu escrevi mudaram alguma coisa para elas. Quando eu escrevo isso, é tipo, “Uau, isso é tão pessoal, como essa música pode se relacionar com outra pessoa?” Eu sinto que é quase demasiado pessoal, mas as pessoas parecem se relacionar com elas. Eu posso entender isso. Eu realmente nunca me senti assim antes. Eu nunca me senti conectado a uma canção até que eu fiquei mais velho. Foi quando eu comecei a perceber que há certas canções onde eu recebo esse sentimento, “Oh meu Deus, Tom Petty está cantando para mim.” Eu certamente não tinha essa sensação antes.

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FUSE: No mês passado você compartilhou duas teases curtas de novas canções. Em um deles, você canta: “Not enough to take the pain away / They say believing is the hardest part.” É que sobre a sua recuperação? Parece que ele poderia ser sobre um programa do AA (alcoólicos anônimos/ 12-step program).

É sobre esse tipo de coisa, mas eu nunca fui a um programa do AA. Eu passei por o meu próprio programa que é, provavelmente, o mesmo tipo de sentimento. Eu passei por meus próprios passos e fiz a minha própria coisa para chegar onde você iria ter que começar se tivesse em um programa do AA. É sobre o processo de cicatrização. Quando eu escrevo, é sobre o que está acontecendo na minha cabeça naquele momento. Tudo o que eu estou curando, essas são as letras. Foi apenas como eu estava me sentindo naquele dia.

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FUSE: Quando é que vamos ouvir uma faixa completa?

Se dependesse de mim, em algumas semanas. Neste ponto, nós temos que ir para uma gravadora e fazer aquela coisa toda, ir para o mundo dos negócios. Assim que isso acontecer, não teremos totalmente o controle sobre quando o registro vai sair, haverá outras pessoas envolvidas.

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FUSE: Você vai sair em turnê?

Nós estamos indo para a Europa, para o Reino Unido em algumas semanas. Isso tudo em fevereiro. Nós estamos indo para a Ásia em abril. Nós vamos estar fora durante todo o verão, durante todo o ano e todo o próximo ano, provavelmente. Com o último registro ficamos em tour durante três anos seguidos, quase exatamente todo dia. Isso foi realmente um longo passeio. Eu acho que isso contribuiu para eu ficar tão louco quando tudo acabou. Essa foi uma experiência cansativa. Podemos ir tão longe novamente, quem sabe?

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FUSE: Há uma foto de você no estúdio com a banda 5 Seconds of Summer do ano passado. Como foi trabalhar com eles?

Oh yeah! Eu escrevi algumas canções com esses caras. Eu não sabia o que esperar, porque eu nunca tinha visto eles antes, mas são caras legais. Eles são engraçados, jovens e legais, eles ouvem músicas legais também, eles conhecem bandas boas. Eles me fizeram lembrar de como nós éramos quando jovens. Eles são apenas caras divertidos com muita energia.

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