A raiva de Deryck: It’s a fucking family affair.

O site All Things Go Music entrevistou Deryck, que nos deu mais detalhes sobre a sua recuperação e a raiva que sentiu logo após sair do hospital.

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FONTE

Qual foi a primeira música que você reaprendeu a tocar na guitarra?

Deryck: Bem, quando eu peguei o violão, eu não conseguia realmente tocar nada. Eu perdi completamente a capacidade de tocar os acordes ou qualquer coisa. Foi realmente bizarro. Eu sabia o que devia fazer e eu estava tentando fazer meus dedos ir para o lugar que supostamente deveriam ir, mas eu simplesmente não podia levá-los a fazer isso, isso levou alguns meses antes que eu pudesse finalmente começar a obter um acorde e outro acorde e coisas assim. Foi um processo lento. Eu acho que eu fiquei sem tocar nada por meses. Eu não sei se eu realmente toquei uma música. Eu só fiquei escrevendo, e a primeira coisa que eu escrevi foi a primeira música do disco, que é chamado de “A Murder of Crows”.

Como sua mãe e sua noiva te ajudaram na sua recuperação?

D: Minha mãe é enfermeira, e quando eu saí do hospital eu tinha que estar sob cuidados 24 horas por dia durante todo o tempo. Felizmente a minha mãe é uma enfermeira, então ela se mudou e foi capaz de desempenhar esse papel, de outra forma eu teria que ter uma enfermeira 24 horas. Tanto a minha mãe quanto a minha noiva cuidaram de mim. Eu não podia me mover. Eu estava de cama por meses. Basicamente tudo o que tinha de ser feito, elas cuidavam pra mim.

O que significa o título, 13 Voices?

D: Representa todo o barulho caótico que se passava na minha cabeça no momento da escrita. Quando eu fiquei sóbrio pela primeira vez e passei por tudo isso da recuperação, toda essa incerteza de saber se eu ia ficar melhor, a incerteza de que se eu sabia como escrevia canções novamente, a incerteza de que se eu iria andar de novo, se eu nunca mais fosse capaz de tocar guitarra novamente. Todas essas coisas e perguntas eram barulhos na minha cabeça que parecia que haviam constantemente todas essas vozes em todos os momentos. Por um momento, eu pensei que era esquizofrênico ou estivesse enlouquecendo. Em um ponto, 13 Voices é o que saiu. Parecia que sempre havia 13 vozes em minha cabeça.

Qual foi o momento em que você percebeu que estava pronto para começar a gravar de novo?

D: Eu realmente nunca passei do ponto. Eu meio que só continuei através da recuperação e do processo de escrita. Então, de repente, um ano depois ele foi feito. Eu percebi, “OK, bem, eu cheguei até aqui. Eu não estou totalmente recuperado ainda, mas eu poderia muito bem sair em turnê.” Na primeira turnê de fevereiro deste ano, eu estava bastante inseguro se eu iria conseguir completamente. Eu realmente não sei, mas eu passei por tudo isso. Eu diria até abril, maio, no momento em que fizemos a Warped Tour em junho foi quando eu me senti muito bem.

“A Murder of Crows” mostra como as pessoas que você achava que iriam ficar perto de você te abandonaram quando as coisas ficaram realmente difíceis. Quem eram essas pessoas?

D: Eram pessoas que cresceram comigo. Eu fiz a única coisa que as pessoas dizem que você supostamente deve fazer quando alcança o sucesso. Você fica perto de seus amigos de infância e as pessoas que eu trouxe comigo. Foi basicamente como se fosse o show Entourage. Foi assim. Alguns da minha família, alguns dos meus melhores amigos, pessoas que eu cresci. Eu tinha o meu grupo central de amigos de quatro ou cinco pessoas que estavam comigo toda a minha vida ou quando eu tinha cerca de 13 anos de idade. Como o sucesso aconteceu jovem, eu trouxe todos eles comigo. Eu dei emprego pra eles, eu dei-lhes suas vidas basicamente. Como as coisas ficaram realmente difíceis e eu fui para o hospital, todos eles apenas desapareceram e foram para longe para não serem encontrados.

Quando saí do hospital, eu percebi que eles não só me abandonaram no último minuto, isso é uma coisa, eu entendo, algumas pessoas simplesmente não têm essa capacidade de estar lá as vezes e posso entender isso, mas o que eu descobri depois foi o quanto eles estavam roubando de mim, e esse pequeno grupo que eu tinha como família, eu percebi que eles eram completo oposto. Eles tinham sido isso por anos e anos. Eu também estava muito irritado. Eu estava com o coração partido. Essa foi uma das primeiras coisas que me aconteceram fora do hospital, de modo que foi a primeira música que eu escrevi.

Como foi ter Dave de volta como guitarrista para este álbum?

D: Eu acho que foi incrível. Foi ótimo porque nós nunca realmente queríamos que ele saísse. Depois de dez anos de diferença, sentimos como se ele nunca tivesse deixado a banda realmente. Nós começamos de onde paramos. Eu acho que o som de nós cinco é diferente do som quando tinha só quatro pessoas. A forma como estamos agora como uma banda é completamente diferente de quando estamos em apenas quatro pessoas.
Como você descreveria a si mesmo antes e depois de passar o que você passou e criar este novo álbum?

D: Meu estilo de vida é completamente diferente do que era antes deste álbum. Conforme você envelhece, você passa por mais coisas, mais experiências de vida que simplesmente mudam. Toda a minha vida está diferente agora. Estou sóbrio. Tudo é diferente. Ao mesmo tempo, eu realmente não penso muito sobre isso também. Será que eu realmente sei de que maneira eu sou diferente? Eu não sei. Estou sóbrio. Eu presto mais atenção nas coisas agora. Estou com o pensamento mais claro. Eu sinto que eu sou, obviamente, mais saudável do que nunca. Provavelmente sou mais feliz do que nunca também. A vida flui em um ritmo legal agora.

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um comentário

  1. Fiquei emocionado com essa entrevista mano.
    Pra vc ver neh, como existe gente interesseira mano, mas q se danem essas pessoas Sven.
    Vc não precisa deles Sven.
    O que importa é que vc tem o Cone, o Dave, o Tom e o Frank pra manter o Sum 41 vivo q faz tantas pessoas felizes.

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