Deryck fala sobre os shows na América do Sul:

Deryck Whibley de Sum 41: "El año pasado se robaron mi casaca en Lima"

Tradução: Gabriel Guilherme

Sum 41 foi uma das bandas mais importantes do movimento punk no início dos anos 2000, 15 anos após o lançamento de seu primeiro álbum, algumas mudanças de formação e inúmeras tours ao redor do mundo, o grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Deryck Whibley se mantém e se apresentará em Lima no rock Live 8 x festival, que acontecerá no dia 17 de dezembro no Estádio San Marcos.

O site Correo falou por telefone com o músico canadense (36) sobre esse show, onde ele irá dividir o palco com Papa Roach, ill Niño, Simple Plan, Hoobastank, Garbage , entre outros.

– Quando vocês gravaram o seu primeiro álbum All Killer No Filler, tinham alguma ideia do quanto ele seria bem-sucedido?

Definitivamente não. Foi uma grande surpresa. Estávamos muito jovem para pensar sobre o sucesso, mas nos divertíamos gravando o álbum. Quando eu escrevi a música Fat Lip eu percebi que era a melhor do que todas as outras do cd. Eu escrevi ela no último minuto, todo álbum já estava gravado e pronto para ser lançado e no último segundo, eu compus esta canção. Quando ela foi gravada, eu me senti bem e decidi ser o primeiro single.

– A gravadora te obrigou a escrever uma canção a mais quando o álbum já estava pronto?

Não. Eles estavam felizes com o álbum e tinha tudo pronto para o lançamento. O primeiro single era para ser “In Too Deep”, eles estavam muito animados com essa música. Mas então eu terminei de compor “Fat Lip” e queria que fosse o primeiro single, estava preocupado porque eu pensei que a gravadora não gostaria de inclui-la no álbum, mas, eventualmente, eles adoraram e concordaram no seu lançamento como o primeiro single.

– Fat Lip é muito diferente do resto, porque ela é uma canção que tem hip hop na introdução, o que te inspirou a fazer isso?

Nós gostamos de rap antigo. Grupos como Run DMC, Beastie Boys e LL Cool J são nossos favoritos.

– Durante alguns anos, a formação da banda tem 3 guitarristas, a que se deve isso?

Dave Baksh ( “Brown”) deixou a banda em 2006 e substitui-mos ele com Tom Thacker. 9 anos depois, Dave voltou, mas queríamos que o Tom ficasse. Então 2015 nos tornamos uma banda com 5 membros. Será a formação permanente.

– A mesma coisa aconteceu com o Iron Maiden nos anos 90…

Exatamente. Na verdade, essa era a nossa referência quando estávamos pensando em se tornar uma banda com três guitarristas. Nós somos grandes fãs de Iron Maiden e pensei: “Se com eles funcionou, então com nós também.”

– E sobre o momento de compor, como atender os cinco?

Eu sou o principal compositor e sempre foi assim. Mas cada um dos três guitarristas tem uma maneira diferente de tocar. Eu sou o guitarrista rítmico, Dave faz os solos e o Tom é bom em fazer os “riffs”.

– O que você se lembra do seu primeiro show em Lima no ano passado?

Foi um grande e divertido show. Na verdade não fizemos muitas tours na América do Sul, por isso nos sentimos novos lá. O público foi muito bom. Lembro-me que em Lima roubaram minha jaqueta. Usei ela nas três primeiras músicas, então eu a levei para fora no palco e eu nunca mais a vi.

– Em 2003 vocês tocaram no “MTV Icon Metallica”, vocês se consideram grandes fãs da banda?

Então, foi por isso que essa parte foi tão especial. Foi divertido fazer e a melhor parte foi que tivemos a oportunidade de conhecer os membros do Metallica, eles foram muito simpáticos. Eles acabaram de lançar o seu novo álbum.

– Sim, você chegou a ouvir os singles?

Sim, soa muito bem. Estou animado sobre o álbum.

– Qual é seu álbum favorito Metallica?

Master of Puppets, é o melhor na minha opinião. Mas todos são muito bons.

– Kerry King do Slayer apareceu no vídeo para a canção “What we’re all about”…

Perguntamos a ele, ele estava disposto a fazer. Tivemos a oportunidade de conhece-lo antes de gravar o vídeo. Slayer é uma banda espetacular, na verdade, algumas vezes, nos tocamos ao vivo “Raining Blood”.

– O que você pode nos dizer sobre a direção musical do novo álbum do Sum 41: “13 Voices”?

É um álbum de rock mais pesado. Ele é agressivo, energético, não sei mais o que dizer, eu não penso muito sobre esse tipo de coisa. É mais rápido, soa Sum 41 para mim.

– Quais músicas vocês vão tocar no seu segundo show em Lima?

Será uma mistura de músicas antigas e novas. Um pouco de tudo.

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